Sábado, Outubro 20, 2007
Ela é a minha rua sem saída
Não por impedir o ir e vir
Ou por não dar numa Avenida
Mas porque dela não quero mais sair
Ela sabe se divertir
E tem gosto em se perverter
Talvez seja só pra me ferir
Mas é claro que vou me render
Ela é cheia de esconderijos
Onde lhes recheiam membros rijos
Mais achada que perdida
Mais furada que fodida
Ela tem o corpo marcado
Por amantes e pelas rixas
É dada ao pecado
Aos boêmios, aos mendigos e às bichas
Ela atrai e ela assusta
Mas eu volto mesmo assim
Porque eu gosto da Augusta
E a Augusta gosta de mim
por Liseu de Matedi |
10:59 PM
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